O farelo de algodão 38% PB é um coproduto proteico obtido após a extração do óleo do caroço de algodão, amplamente utilizado na nutrição de ruminantes.
Após beneficiado do algodão colhido na lavoura, as fibras e as plumas são extraídas, restam o caroço com línter (fibras menores que ficam presas ao caroço). Após o “deslintamento” (processo pelo qual o línter é extraído), o caroço é esmagado e processado para a retirada de outros produtos, como o óleo. Desse processo, resta ainda a casca do algodão que após a separação, gera o farelo de Algodão 38%.
Apresenta elevado teor de proteína bruta (mínimo de 38%) e níveis relevantes de fibra efetiva de concentrado, contribuindo para o equilíbrio proteico de dietas destinadas à produção de bovinos de corte e bovinos leiteiros.
É indicado como fonte proteica em formulações de concentrados, suplementos proteico-energéticos, proteinados e rações completas, sendo utilizado para complementar dietas baseadas em volumosos como pastagens, silagens e fenos.
Sua utilização é comum em sistemas de recria, engorda em confinamento, semi-confinamento e produção leiteira, auxiliando na correção do déficit proteico das dietas e favorecendo melhor aproveitamento da fração energética dos alimentos.
Principais características nutricionais:
Proteína bruta mínima: 38%
Fonte de proteína degradável e parcialmente não degradável no rúmen
Boa inclusão em dietas para ganho de peso e produção de leite
Alternativa proteica para formulações de custo competitivo
Indicado para:
Bovinos de corte (cria, recria e terminação)
Vacas leiteiras em produção
Formulação de suplementos proteicos para sistemas a pasto
O farelo de algodão 38% deve ser utilizado como ingrediente na formulação de rações ou suplementos, respeitando o balanceamento nutricional da dieta.
Recomendações gerais de inclusão
Bovinos de corte em recria ou engorda:
Inclusão entre 5% e 20% da matéria seca da dieta, conforme formulação nutricional.
Bovinos leiteiros:
Inclusão entre 1% e 5% da matéria seca da dieta, dependendo da produção de leite e da composição da formulação.
Suplementos proteicos para pastagem:
Pode compor entre 5% e 40% da mistura, associado a fontes energéticas e minerais.
A formulação final deve considerar:
categoria animal
peso corporal
nível de produção
qualidade do volumoso disponível
Recomenda-se que a dieta seja formulada por profissional habilitado em nutrição animal para garantir melhor desempenho produtivo.
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